A presença da inteligência artificial em atividades cotidianas tem se tornado cada vez mais perceptível no ambiente de trabalho, informa Luciano Colicchio Fernandes. Sistemas capazes de redigir textos, analisar dados, organizar agendas e automatizar processos administrativos já fazem parte da rotina de profissionais em diferentes setores, alterando práticas consolidadas e redefinindo a relação entre pessoas e tecnologia.
A principal mudança está na incorporação da IA como apoio contínuo às tarefas. Não se trata mais de ferramentas pontuais, mas de sistemas que acompanham o fluxo de trabalho e influenciam a forma como as atividades são executadas. Leia o artigo completo para saber mais sobre o assunto!
Automação de tarefas e novas formas de organização do trabalho
Atividades repetitivas e operacionais, como triagem de e-mails, preenchimento de formulários e geração de relatórios, estão entre as primeiras a serem automatizadas. Isso permite que profissionais dediquem mais tempo a tarefas analíticas e de tomada de decisão.

Segundo Luciano Colicchio Fernandes, esse deslocamento de funções altera a dinâmica das equipes. O foco passa a ser menos operacional e mais estratégico, o que exige novas habilidades e maior capacidade de interpretação de informações. Ao mesmo tempo, cresce o uso de ferramentas que integram diferentes sistemas, reduzindo a fragmentação de processos e aumentando a dependência de plataformas digitais para a execução das rotinas.
Desafios de adaptação e requalificação profissional
A incorporação de IA também impõe desafios relacionados à capacitação, expressa Luciano Colicchio Fernandes. Os profissionais precisam aprender a interagir com novas ferramentas, compreender seus limites e interpretar corretamente os resultados gerados pelos sistemas.
A aprendizagem contínua passa a ser requisito básico, principalmente tendo em vista que, a tecnologia evolui mais rápido que os modelos tradicionais de formação, o que exige atualização constante ao longo da carreira. Esse cenário amplia a importância de políticas de qualificação, tanto por parte das empresas quanto do poder público, para evitar a exclusão de trabalhadores menos familiarizados com ambientes digitais.
Impactos sobre produtividade e bem-estar
Embora a automação prometa ganhos de eficiência, ela também pode intensificar o ritmo de trabalho. A expectativa de respostas mais rápidas e maior disponibilidade tende a aumentar a pressão sobre os profissionais. É necessário equilibrar uso de tecnologia e gestão de pessoas. E como elucida Luciano Colicchio Fernandes, as ferramentas digitais aumentam a capacidade produtiva, mas, sem limites claros, podem ampliar jornadas e comprometer o bem-estar.
Estudos recentes indicam que o uso intensivo de sistemas digitais está associado a desafios de concentração e fadiga cognitiva, o que reforça a necessidade de práticas organizacionais que promovam pausas e organização saudável do trabalho. Neste ponto é onde entra as relações sociais e a mediação.
Relações sociais e mediação tecnológica
A mediação crescente por plataformas digitais também modifica a forma como as pessoas interagem no ambiente profissional. Reuniões virtuais, chats corporativos e sistemas colaborativos substituem parte do contato presencial, alterando dinâmicas de comunicação e tomada de decisão.
Esse processo traz ganhos de agilidade, mas exige atenção à qualidade das interações. A tecnologia facilita a comunicação, mas não elimina a necessidade de alinhamento humano e construção de confiança entre equipes, evidencia Luciano Colicchio Fernandes. O desafio passa a ser utilizar as ferramentas para fortalecer a colaboração, sem reduzir o espaço para diálogo e troca de experiências.
A inteligência artificial vem se consolidando como parte estrutural das rotinas de trabalho, influenciando produtividade, organização das atividades e relações profissionais. Os benefícios associados à automação convivem com desafios de adaptação, qualificação e bem-estar. Nesse contexto, a forma como empresas e instituições conduzem a integração da tecnologia tende a determinar se os avanços se traduzirão em ganhos sustentáveis para trabalhadores e para a sociedade.
Autor: Alexeev Voronov Silva
